Princípios de Design
O SystemClinic é usado por profissionais de saúde em contextos de alta carga cognitiva. O design não pode exigir atenção — ele deve liberá-la.
Minimalismo como base
Minimalismo não é ausência. É a disciplina de remover tudo que não serve ao usuário. Cada elemento que permanece na tela deve justificar sua presença com uma função clara. O que não funciona, não aparece.
Essa abordagem tem consequência direta no ambiente clínico: menos ruído visual significa menos decisões visuais por segundo, o que significa mais espaço mental para o que importa — o paciente.
Os três princípios
Clareza antes de estética
Toda decisão visual parte de uma pergunta: isso ajuda o usuário a concluir a tarefa? Se a resposta não for imediata, o elemento é revisado ou removido. Decoração, sombras pesadas, gradientes e animações existem apenas quando servem à orientação — nunca como ornamento.
Calma como intenção
A interface deve transmitir tranquilidade. Cores são aplicadas com contenção. Espaçamento é generoso. Transições são suaves e curtas. O usuário não deve sentir urgência ou sobrecarga ao olhar para qualquer tela do sistema.
Confiança pelo silêncio
Confiança visual não vem de cores vivas ou elementos chamativos. Vem de consistência, proporção e previsibilidade. A paleta é restrita. A tipografia é única. Os componentes se comportam de forma idêntica em contextos diferentes. O usuário aprende o sistema uma vez e nunca precisa aprender de novo.
O que este guia cobre
| Seção | O que define |
|---|---|
| Cores | Paleta completa — navy, branco, cinza |
| Tipografia | Montserrat — escala, pesos, hierarquia |
| Iconografia | Biblioteca de ícones e regras de uso |
| Voz e Tom | Como o sistema fala com o usuário |
| Componentes UI | Botões, cards, formulários, tabelas |
Regra de ouro
Antes de adicionar qualquer elemento visual, pergunte: a tela ficaria melhor sem isso? Se a dúvida existir, remova.